quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um silêncio que magoa...


Há nas águas deste mar
Um silêncio que magoa
Já não sinto dor nem pranto
Já nem me cheira a Lisboa

Vem de longe o meu tormento
Em caravela quinhentista
Com notícias de Portugal
Que há muito perdeu de vista

Oh! Mar diz-me tu!
Quantas lágrimas te salgaram
Quantas despedidas te foram tristes
E quantos filhos te abraçaram

Oh! Mar diz-me tu!
Que é do povo Português
Conquistador, aventureiro
Mas já perdido das marés

Há nas águas deste mar
Uma vontade destemida
Um País por encontrar
E uma história já esquecida

Ao longe outra caravela
Vestida com a minha bandeira
Trás um Portugal renascido
Quer o silêncio queira ou não queira.

5 comentários:

Valquiria Calado disse...

Mar que tantas vezes dividiu,
mar que tantos amores uniu
mar que desconheço a extensão
mar que magoa meu coração...
amar a mar

Krol Rice Chacon disse...

Lindo blog, Lindas poesias! Estou a segui-lo!

www.krolrice.blogspot.com

Chris disse...

Depois de ler o poema publicado em
O Toque de Midas não resisti à curiosidade e vim dar uma vista de olhos ao blog.
Gostei do que li, embora o não tenha feito com a profundidade que ele merece.Com o tempo farei.
Bem mais alegre este poema´.
Ainda desejo acreditar que o outro é ficção.
Um beijinho e bom fim-de-semana

Chris Morris

Mel de Carvalho disse...

Paula,
há quanto tempo não a lia (desde os nossos tempos do Luso, acho :)...
Saudades.
Excelente poema, minha amiga.

Abraço
Mel

Nilson Barcelli disse...

E se magoa...
As águas têm vontade, mas este povo dorme em silêncio.
Excelente poema, querida amiga.
Beijos.