segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Morte sem rosto...

Hoje o mar veio até mim
E numa vaga de ternura…
Fez-me uma vénia sobre a areia molhada
Lentamente foi-me beijando os pés
E ordenou-me a ficar calada

Gritei em silêncio
Um grito nunca escutado
As águas agitaram-se
Possuindo o meu corpo molhado

Tentei abraçar as águas
Na loucura que me afligia
Mas era em lodo e mágoa 
Que o meu corpo imergia

Procurei luz na minha vida
Mas os meus olhos já não brilhavam
Os meus corais haviam perdido a cor
E só algas vestidas de negro 
Perseguiam a minha dor

Algas sem rosto e sem vida
Com um odor homicida
E punhais de desilusão
Era a morte sem rosto que me visitava
E eu… Mesmo perdida...
Chorava, gritava e lutava...
Partindo as tábuas do meu caixão!


1 comentário:

Sonhadora disse...

Minha querida

Forte...dorido e lindo o teu poema.

Deixo um beijinho com carinho
Sonhadora