sexta-feira, 26 de agosto de 2016

A máquina...




Ai selva que te governas por predadores
Onde o sufoco asfixia as nossas dores
E o ar que se respira está contaminado
Máquina alimentada p’la corrupção
Sem reconhecimento piedade ou coração
Pelos sérios que não cantam o teu fado

O desespero, revolta e a raiva sentida
Tentam matar o alento p’la vida
Para alimentar as tuas feras mais levianas
Rostos sem vergonha e sorridentes
Sugam o suor, sangue e lágrimas das nossas gentes
Que tentam cumprir com as leis dessas mentes insanas

Ai sorriso que te perdeste
Sonho que foste castrado
Pesadelo que não acordas da noite escura
Pela força da máquina que insiste em ver-te fuzilado.




Paula Martins

24/04/2016

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