quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Prisioneiro de mim...

Prisioneiro deste corpo
Imóvel acorrentado
Sem lugar a movimentos
Viajo no passado
.
Movimentos que perdi
Na inquietude do viver
São tantas as recordações
Deste livro que só eu sei ler
.
Sou livre de pensar
Viajo pelo tempo
Com a alegria de espírito
Mais leve do que o vento
.
Irreverente quanto baste
Companheiro, intemporal
Amante da vida
Sonhador sem igual
.
Esta cadeira que sustenta
Este corpo que não obedece
Aguarda aquele milagre
Que por vezes acontece
.
Fico assim neste meu canto
Ligado ao mundo por magia
À espera dos movimentos
Que foram meus um dia.

Insegurança...


Quero e não quero
Quem eu sempre quis
Olho e não vejo
Que o amor tem raiz
Oiço mas não escuto
Os sinais evidentes
Aproximo-me afastando-me
Para não sentir o que sentes
Esta insegurança atroz
Que não me deixa ser feliz
Faz-me querer e não querer
Quem eu sempre quis.

Por amor...


Errei por amor
E por amor te perdi
Sinto-me tão só
Não sei viver sem ti
.
Dá-me uma oportunidade
Não duvides do que sinto
O meu amor é verdadeiro
Amor, eu não te minto
.
Foram tantas as promessas
Tenho tudo em minha mente
Antes de adormecer choro
Nos meus sonhos estás presente
.
Diz-me que já não me amas
E que o teu amor foi ficção
Diz-me que não me queres
E que não é meu o teu coração
.
Tenho sede dos teus beijos
Desses lábios doce mel
O sussurro da tua voz
Do teu toque em minha pele
.
Diz-me se já não me amas
E saberei viver com essa dor
Mas acredita que serás sempre
O meu grande, grande amor.

Vitória, canto para ti...



Setúbal foi o meu berço
E o Vitoria o meu guia
Entreguei-me de corpo e alma
Desde o meu primeiro dia
.
Trago comigo no peito
Este forte sentimento
Quando te canto és só meu
Só tu estás no meu pensamento
.
Vitória, Vitoria
Tu jogas p’ra mim
Eu canto para ti
Vitoria,Vitoria
Vitória, Vitória
Verde coração
Ardente paixão
Vitória, Vitória
.
Tens o verde da Esperança
E é muita a que nos dás
O alegre amarelo
E no branco a cor da Paz
.
Cada troféu é um filho
Que amas sem distinção
Cada sócio um amigo
Que te trás no coração
.
Vitória, Vitoria
Tu jogas p’ra mim
Eu canto para ti
Vitoria, Vitoria
Vitoria,Vitória
Verde Coração
Ardente Paixão
Vitória, Vitoria

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Nuvens de vento...


Vi o vento através das nuvens
Quanta raiva e desilusão
Choravam lágrimas sobre a terra
Que mais tarde nos deu o seu pão
.
Saciou a fome dos homens, deu-lhes força
Cultivaram a inteligência e ambição
Espalharam sementes de ódio e tristeza
Colheram desespero em vez de pão
.
Vi o vento através das nuvens
Que corriam velozmente para a serra
Vi um povo tresloucado de veneno
Que em vez de pão semeou guerra
.
Destruí-o o sonho dos inocentes
Vangloriou-se do sangue derramado
Exibiu medalhas de mérito
Por um chão de sangue manchado
.
Vi o vento através das nuvens
Caminhavam numa esperança vã
Em busca da paz na terra
E temendo o amanhã…

O teu olhar...

Trazes o por do sol no olhar
A luz de uma noite sem luar
Procuro o brilho que era teu
Na expressão que se perdeu
.
Inventas uma alegria que não existe
Na sombra esse sorriso triste
Nesse discurso já feito
Escondes a dor que trazes no peito
.
Caminhas sem saber onde ir
Sentindo a razão que te fez partir
O teu lugar não guardado
Por outro alguém ocupado
.
Vagueias na noite da perdição
Bebes com amigos de ocasião
Vendes o corpo sem olhar a quem
Já não és ninguém
.
O teu olhar perdeu a alegria
Morreu a felicidade que foi tua um dia
Trazes o por do sol no olhar
E a luz de uma noite sem luar

Saudade...

Senti saudades…
Liguei-te…
Sabia que não te ia encontrar
Mas falei…
.
Falei, falei o que tinha para te dizer
Falei, falei até me apetecer
Como se estivesses presente
Consciente de que estavas ausente
.
Acreditei que me escutavas
E que risos tu davas…
Contei-te histórias mirabolantes
Como fazíamos dantes
.
Coisas que tinham acontecido
Outras que fantasiava
Gargalhadas te arrancava
Era sempre assim
Quando estavas junto de mim
Agora, estou só…
O teu lugar está vazio
Sinto-me no deserto
Mas falo contigo
E sinto-te por perto…

O Amor...


O Amor tem uma raiz
Que não se pode cortar
É a Fonte do sentimento
Num tempo do verbo “Perdoar”
.
O Amor tem um perfume
Dum aroma que não se encontra
Só quem o sente realmente
O pode trazer na “Montra”
.
O Amor é água pura
Que sai de uma nascente
É o coração que bate
No desejo de uma boca ardente
.
O Amor é alegria
É dor e é Paixão
É a luz do novo dia
Sem trevas nem traição
.
O Amor tem a candura
Do final da tarde calma
É um registo que perdura
E que fica gravado na alma

Ecos do passado...

Ecos do passado
Estórias por acabar
Vivências do presente
Fazem-me continuar
.
Mas existem lembranças
Não me deixo prender
Pela melodia do vento
Do novo Amanhecer
.
Este vento que sopra
E que me quer arrastar
De novo à estória
Que não quero acabar
.
Soltam-se as amarras
Liberta-se a mente
Tranca-se o passado
Construo-o o futuro presente…
.
Vidas em sequência
De um tempo sem fim
São ecos do passado
A viver dentro de mim

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Naufrágio...


Ficaram lá Todos…
Era o que se ouvia
Naquela manhã
Daquela tempestuoso dia
.
Entre a multidão
Quis saber do que se tratava
Gritos de desespero
Era o que se escutava
.
Ficaram lá Todos…
Mais uma vez ouvi…
- Houve um naufrágio
Foi aí que percebi…
.
Que jovens rapazes
Que se Fizeram ao mar
Iam ganhar a vida…
Não vão mais voltar…
.
- Quero ver o meu filho
Dizia um homem com coragem
- Tragam-me o corpo
Para uma ultima Homenagem…
.
Entre a multidão
Alguém se destacava
Ajoelhando-se no chão
Entre lágrimas rezava
.
Entre o murmúrio
Percebi que dizia
De quão feliz
Era triste aquele dia
.
Acabara de saber
E ia dar a noticia ao seu amado
Que no ventre trazia
O filho tão desejado…
.
Ficaram lá Todos…
Nem um se salvou
Mas em terra existe um rebento
De uma semente que um deles deixou

Silêncio...

Silencio, quero silencio
Nesta noite da minha vida
Antes silencio por esta noite
Que silencio para toda a vida
.
Quero sentir este silêncio
Pelas velas iluminado
Quero sentir a magia
Da verdadeira noite do Fado
.
Oiço uma guitarra que toca
Num tom que me enternece
Levanto-me e ponho o meu Xaile
E a cantar faço uma prece
.
Dai-me voz Senhor Jesus
Eu à guitarra fui prometida
E que se cumpra a promessa
Para o resto da minha vida
.
Silêncio, quero silencio
Preciso de vos dizer
Que enquanto houver uma guitarra
Hei-de cantar até morrer

Sonho...


Sozinha neste meu canto
Paro para pensar …
Viajo pelo espaço
Sem dar conta que estou a sonhar
.
Esta imensidão…
Cheia de pontos luminescentes
Dirigem-se para a mim
Carruagens de Estrelas Cadentes
.
Deixo-me transportar…
Em viagem pelo Universo
E por momentos me desligo
Deste mundo controverso
.
Continuo a minha viagem
Num destino sem fim
Em plena liberdade
Já nem sei mais de mim…
.
Deito-me sobre os anéis de Saturno
Que me olha com seu olhar tristonho
Implora-me para que fique
Na fantasia deste meu Sonho…

Na praia da fantasia...


Na praia da fantasia
Onde tudo acontecia
O que havia de mais belo
Encontravam-se os amantes
Do Amor, navegantes…
.
Onde a gruta era um Castelo
Dunas de areia iluminadas
Palmeiras decoradas
Agua de cocos, licor…
Araras gritantes
Cantavam para os visitantes
Lindas melodias de amor
.
Na praia da fantasia
Quando o sol se escondia
Estrelas-do-mar iluminavam
Conchas de diamantes
Vestiam os amantes
Que lá se encontravam
.
Na praia da fantasia
Onde tudo acontecia
Histórias de encantar
Vivia a alegria
Onde a realidade se despia
Para que se pudesse sonhar…

Onda...


Onda…
Onda suave que brilha
Quando o sol consigo partilha
A luz que se funde nas águas
Como um olhar penetrante de desejo
E sem lugar a mágoas
.
Onda suave, mas que vacila
E que por vezes oscila…
Oscila sem a certeza
Desconhece a sua própria natureza
Será água?
Será terra?
É provocante!
E desafia o Vulcão lá da serra
.
E vem lentamente
Nos seus jogos de sedução
Sabendo porém
Não ser dona do seu coração…
Com o seu jeito suave
E olhos postos na Serra
Despede-se do rio
E vem morrer a terra…

Amor sofrido...

Viver só por viver
Não me interessa
Quero ter uma vida
Mas que mereça
.
Quero muito Amar,
E ser Amada
Pois sem Amor, a vida…
Não sabe a nada
.
Queria controlar
Os teus sentidos
Saber os teus desejos
Mais recônditos…
.
Diz-me meu querido
Se vale a pena
Sofrer de amor
Como Maria Madalena
.
Se para te conquistar
Eu tiver que sofrer
Então que seja
Por amor me deixarei morrer….

Pedi a Deus...

Pedi a Deus…
A permanência do azul nos Céus
O brilho das estrelas
E um luar iluminado
.
Pedi a Deus…
A cura para a saudade
O segredo da felicidade
E o desencontro com o pecado
.
Pedi a Deus…
Que colorisse os jardins
Com tapetes de jasmins
De um aroma Imaculado
.
Pedi a Deus…
Sorrisos para as crianças
Recordações com boas lembranças
E um futuro abençoado
.
Pedi a Deus…
Fé e coragem…
E que no dia da “Viagem”
ELE caminhasse a nosso lado

Filhos da desgraça...


Rostos magros
Martirizados…
Olhares sem brilho
Agonizados…
.
Vidas sem esperança
Cambaleando pela rua
Alheios ao que se passa
São os filhos da desgraça…
,
O desespero…
Uma dose que falha
A violência…
Da dor que se espalha
.
Naqueles corpos enfraquecidos
A alucinação…
Da realidade utópica
Na sociedade dos esquecidos…
.
Amores que arrefeceram
Valores que já se perderam
Vergonha desconhecida
Fruto da miséria
Em que estão inseridos
E que lhes faz esquecer da vida
Tragedia …
Perseguição…
Famílias amedrontadas
Famílias desmembradas
Pelo veneno da dependência
As mortes anunciadas…

Sou da noite...


Sou da noite…
Desta noite que eu canto
E oiço o pranto
Na guitarra que chora
E que implora
Para que eu volte a cantar
.
Sou da noite…
Desta noite da desventura
Da loucura
De não te encontrar
.
Sou da noite…
Desta noite que eu percebi
Que te amava mas perdi
A razão de continuar
.
Sou da noite…
Desta noite que me embala
E que se cala
Quando ouve
A guitarra a soluçar

Espinho do passado...


Este caminho que eu faço
Contrariada no compasso
De uma calma revoltosa
É como a beleza inocente
No espinho tão presente
No pé de uma linda rosa

Caminhos que percorro
Gritando por socorro
Num silencio que persiste
Consciente do abandono
De uma nobreza sem trono
Onde o medo ainda existe

Continuo-o à procura
Do segredo para a cura
Do veneno do passado
No encanto de uma rosa
Na beleza feita em prosa
Num espinho aguçado.

A Rosinha Peixeira...



A Rosinha peixeira

Que vende peixe na lota

Aceitou namoro

Ao Zé gaivota

.

Toda a gente sabe

E eu ouvi agora

Que é uma fadista

Que o Zé namora

.

Quando acabou a venda

Calçou as tamanquinhas

E foi atrás do Zé

Pelas ruas estreitinhas

.

Foi avisada

Mas não quis acreditar

E acabou por ver

A fadista o Zé beijar

.

De mão à cintura

E sem fazer alarido

Dispensou o Zé

De ser seu marido

.

Toda a gente pede

Toda a gente diz

Que a Rosinha peixeira

Vai ser feliz.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

A Palavra...


Palavras…
São tantas as palavras
Que podemos dizer
Palavras de conforto
Palavras duras
Que fazem sofrer
.
Sou pela palavra
Pela palavra sincera
Que pode ajudar
Pela palavra amiga
Que na hora certa
Faz lágrimas secar
A palavra de apoio
Naquele momento
Que é preciso ouvir
A palavra alegre
E tão divertida
Que faz sorrir
.
Palavras…
Palavra doce
Palavra sentida
Perante o Adeus
Na hora amarga
Da despedida
.
Frases feitas
De palavras banais
Mas as palavras mais belas
São as profundas
Que não morreram jamais…

Marcha do Vitória...


Ai ai ai ai
Meu rico Stº Antoninho
Dá lá uma ajudinha
Para ao meu par dar um beijinho
.
Ai ai ai ai
Não há Marcha como esta
Só a Marcha do Vitória (bis)
Põe Setúbal em Festa
.
Abram alas, deixem passar
Que o Vitória, vai a desfilar
Cheia de cor e de alegria
Esta Marcha tem magia, tem magia
.
Rapazes e raparigas
Vamos lá com atenção!
Mostrar à nossa Cidade
O Vitória no Coração
.
Ai ai ai ai
Meu rico Stº Antoninho
Dá lá uma ajudinha
Para ao meu par dar um beijinho
.
Ai ai ai ai
Não há Marcha como esta
Só a Marcha do Vitória (bis)
Põe Setúbal em Festa

No silêncio da noite...


É no silêncio da noite
Quando a Lua já me visita
Que dou vida aos meus sentimentos
Ao ser chamada para a escrita…
.
Este silencio que me inspira
Nesta noite que me acalma
Abro uma janela da minha vida
Para registar o que me vai na alma
.
Este jogo de palavras
Que o coração me vai ditando
Formam algumas mensagens
Que nas folhas vou registando
.
É no silêncio da noite
Quando a rua está deserta
Que eu mostro o que me vai na alma
Deixando uma janela aberta
.
Esta noite que já vai longa
Nas horas que andam perdidas
Faz-me escrever de forma sentida
Sobre a minha e as nossas vidas…

Esquecida de mim...


Esquecida de mim
Tento recuperar…
Vagueio neste jardim
Sem saber quando voltar
.
Voltar não sei para onde
Nem onde me posso encontrar
Se me encontrasse comigo mesma
Talvez pudesse voltar…
.
Faço um esforço, para saber quem fui
Mesmo sem saber quem sou
Caminho neste jardim
Sem saber para onde vou
.
Crianças que saltam e brincam
Passam por mim sem me ver
Neste jardim encantado
Onde eu vim aparecer
.
Aproximo-me do lago
Vejo uma imagem reflectida
Naquele espelho cristalino
Vejo passar a minha vida…
.
Esquecida de mim eu estava
E do lago me aproximei
Vi passar a minha vida
Mas o que me aconteceu, não sei!

Amor perdido...


Queria ver-te sorrir
Como era dantes
Sentir o calor de um beijo
Que bom seria …
Fomos os mais felizes dos amantes
Queria estar ao teu lado
De noite e dia
.
Diz-me meu amor
Se estás triste agora
Em que o meu peito arde de tanta saudade
Se éramos felizes, porque foste embora?
.
Matando assim a nossa felicidade
Se eu soubesse onde te encontrar
Corria para os teus braços nesse momento
Diz-me meu amor se pensas voltar
.
E se é a mim que trazes no pensamento
Se eu te falasse só por um segundo
Tinha tanto para te dizer
Sem ti, estou perdida neste mundo
Mas hei-de procurar-te até morrer.