É p’ra ganhar, é p’ra ganhar
Mais uma taça que vai rolar
Temos orgulho na nossa história
Somos diferentes, Somos Vitoria!
Vão carrapaus e Alcorrazes
Com peixe fresco, somos capazes!
De alcançar com muita gloria
Mais uma taça para o Vitoria
Ora digam lá, ora digam lá
Se o Verde e Branco não está lá?
Este Vitória joga e não dorme
E não é grande, ele é Enorme
É tão bonito de se ver
O nosso club a crescer
Por cada canto da cidade
Vibr’a alegria e a vaidade
Vamos de carro, ou mesmo a pé
Buscar a Taça, ai ai pois é…
Não há vedetas, “nem jornalistas”…
Mas o Vitoria dá bem nas vistas
Ora digam lá, ora digam lá
Se o Verde e Branco não está lá?
Este Vitória joga e não dorme
E não é grande, ele é Enorme.
“… Começa um fluir de pensamentos que me exalta o sentimento, é aí que escrevo e dando vida ao que sinto abro as asas às minhas fantasias, são esses pensamentos que me levam a juntar palavras onde tudo faz sentido e já não posso parar... parece que sinto algo dentro de mim que me vai conduzindo na escrita…”
sábado, 8 de março de 2008
Somos Vitória...
Perfume de amor...

Sentei-me numa estrela
A mais cintilante e bela
Só para te ver passar
Senti o teu perfume
E no meu coração o lume
Do desejo de te amar
Voei atrás de ti
O universo percorri
Com sede do teu amor
E quando te encontrei
Abraçada a ti chorei
Entre as asas de condor
Levaste-me ao infinito
Para ler o que haviam escrito
Nos planetas mais distantes
Bordadas em luzes de estrelas
Brilhavam as frases mais belas
Que perfumavam os amantes.
A mais cintilante e bela
Só para te ver passar
Senti o teu perfume
E no meu coração o lume
Do desejo de te amar
Voei atrás de ti
O universo percorri
Com sede do teu amor
E quando te encontrei
Abraçada a ti chorei
Entre as asas de condor
Levaste-me ao infinito
Para ler o que haviam escrito
Nos planetas mais distantes
Bordadas em luzes de estrelas
Brilhavam as frases mais belas
Que perfumavam os amantes.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Alma Lusitana...

Palavras semeadas em campos
Na rega, os beijos d’um sol doirado
Onde nasceram versos, tantos, tantos
Que quem os bebe, sente a voz o fado
Alma d’um povo plantada
Qual sentimento e bravura
Para que um dia fosse escutada
Em cada campo de aventura
Oh! Gente minha, Lusitana
Que levaste o fado além-mar
Em poesia que versos emana
Á voz de quem os sabe cantar
Oh! Gente minha, Lusitana
Que semeias a voz do fado
Desta herança que é tão nossa
Que é presente e não passado
Na rega, os beijos d’um sol doirado
Onde nasceram versos, tantos, tantos
Que quem os bebe, sente a voz o fado
Alma d’um povo plantada
Qual sentimento e bravura
Para que um dia fosse escutada
Em cada campo de aventura
Oh! Gente minha, Lusitana
Que levaste o fado além-mar
Em poesia que versos emana
Á voz de quem os sabe cantar
Oh! Gente minha, Lusitana
Que semeias a voz do fado
Desta herança que é tão nossa
Que é presente e não passado
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ah! Saudade...
Ah! Saudade que me consomes
Que desprezo eu sinto de ti…
Porque me bebes a alegria?
E me torturas dia após dia
Se eu não te chamei aqui
Apagaste a luz das estrelas
Fechaste todas as janelas
Já nem o sol me vem beijar
Silenciaste o canto das aves
Das pautas tiraste as claves
Para que eu as não possa escutar
Ah! Saudade que me consomes
Como eu queria não te conhecer
Abria as portas à Primavera
Serias tu uma quimera
E eu nada tinha a temer.
Que desprezo eu sinto de ti…
Porque me bebes a alegria?
E me torturas dia após dia
Se eu não te chamei aqui
Apagaste a luz das estrelas
Fechaste todas as janelas
Já nem o sol me vem beijar
Silenciaste o canto das aves
Das pautas tiraste as claves
Para que eu as não possa escutar
Ah! Saudade que me consomes
Como eu queria não te conhecer
Abria as portas à Primavera
Serias tu uma quimera
E eu nada tinha a temer.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Longe vai o tempo...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Toca-me...

Toca-me como se eu fosse um instrumento
Faz desse toque um acontecimento
E escuta em meu corpo a melodia
Sussurra-me ao ouvido palavras quentes
Que incendeiem de novo as nossas mentes
Tresloucadas de desejo e fantasia
Acorda-me os sentidos do prazer
Deixa-te com a música entontecer
Nos lençóis os acordes deste bailado
Embriaga-te de ousadia e satisfação
Beija-me com o mel dessa paixão
Entre nós fazer amor não é passado
Toca-me em notas altas sem parar
Serei como as cordas da guitarra a vibrar
Abraçada por ti no tanto querer
Faz-me sentir aquela amante
Que o sexo só por si não é bastante
Se o amor não estiver a acontecer.
Faz desse toque um acontecimento
E escuta em meu corpo a melodia
Sussurra-me ao ouvido palavras quentes
Que incendeiem de novo as nossas mentes
Tresloucadas de desejo e fantasia
Acorda-me os sentidos do prazer
Deixa-te com a música entontecer
Nos lençóis os acordes deste bailado
Embriaga-te de ousadia e satisfação
Beija-me com o mel dessa paixão
Entre nós fazer amor não é passado
Toca-me em notas altas sem parar
Serei como as cordas da guitarra a vibrar
Abraçada por ti no tanto querer
Faz-me sentir aquela amante
Que o sexo só por si não é bastante
Se o amor não estiver a acontecer.
sábado, 26 de janeiro de 2008
Onde moras tu? Oh Sorte...

Onde moras tu? Oh sorte
Que me deixas-te num rumo sem norte
Nesta noite de desespero
Trás até mim a esperança
Faz comigo a aliança
Que eu por ti ainda espero
Onde moras tu? Oh sorte
Necessito do teu braço forte
Para adversidades ultrapassar
Envia-me o brilho da alegria
Aquela que foi minha um dia
E que eu não consigo encontrar
Onde moras tu? Oh sorte
Diz-me o que faço com a morte
Que hoje me veio visitar
Convidou-me a sair com ela
Quis que embarcasse em sua caravela
Antes do dia acordar…
Onde moras tu? Oh sorte…
Que eu fui levada pela morte
E onde estou agora, não sei
Eu só queria a tua morada
Nela estava esperançada…
Mas contigo não me encontrei.
Que me deixas-te num rumo sem norte
Nesta noite de desespero
Trás até mim a esperança
Faz comigo a aliança
Que eu por ti ainda espero
Onde moras tu? Oh sorte
Necessito do teu braço forte
Para adversidades ultrapassar
Envia-me o brilho da alegria
Aquela que foi minha um dia
E que eu não consigo encontrar
Onde moras tu? Oh sorte
Diz-me o que faço com a morte
Que hoje me veio visitar
Convidou-me a sair com ela
Quis que embarcasse em sua caravela
Antes do dia acordar…
Onde moras tu? Oh sorte…
Que eu fui levada pela morte
E onde estou agora, não sei
Eu só queria a tua morada
Nela estava esperançada…
Mas contigo não me encontrei.
segunda-feira, 21 de janeiro de 2008
Vem! Poesia...
Vem, e trás a poesiaVeste-a de verde esperança
Envolve-a em alegria
E sorrisos de criança
Vem e trá-la para a rua
Para que te possam ouvir
Recita-a à luz da lua
E será meu, o teu sentir
Sacia a fome do povo
Envia poesia p’lo vento
No alimento, um poema novo
E esquecido, vai o lamento
Vem, e trás a poesia
Esse alimento de vida
Mesmo que te cales um dia
Ela nunca será esquecida.
domingo, 13 de janeiro de 2008
Pintar os sonhos...

Pintas sonhos numa tela
E no coração abres a janela
Que oculta a solidão
Cobres a dor com cor garrida
Pintas de alegria a vida
Numa paleta de sedução
Faz-me sombreados no contorno
Que me sirvam de adorno
Em nuances do por do sol
Esbate a luz que me dá cor
Numa inspiração de amor
Eu serei o teu farol
Pinta-me! Como se eu fosse ela
Num cavalete a tua tela
Á luz da fantasia
Quero ser o teu traço mais delicado
O nunca antes desenhado
E assina-me de tua autoria.
E no coração abres a janela
Que oculta a solidão
Cobres a dor com cor garrida
Pintas de alegria a vida
Numa paleta de sedução
Faz-me sombreados no contorno
Que me sirvam de adorno
Em nuances do por do sol
Esbate a luz que me dá cor
Numa inspiração de amor
Eu serei o teu farol
Pinta-me! Como se eu fosse ela
Num cavalete a tua tela
Á luz da fantasia
Quero ser o teu traço mais delicado
O nunca antes desenhado
E assina-me de tua autoria.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2008
Almas gémeas...

Longe de ti
E tão perto do mar
Num oceano
Por encontrar
Na mesma terra
No mesmo lugar
No horizonte, a vaguear
Ao arco-íris retiras-te a cor
Para colorir o nosso amor
Sou alma gémea
Á tua espera
Vestida de flores
Da primavera
No areal
Da praia deserta
Deitada nas conchas
Há hora incerta
Espero por ti
Á luz da lua
No assédio das ondas
A minha alma é tua.
E tão perto do mar
Num oceano
Por encontrar
Na mesma terra
No mesmo lugar
No horizonte, a vaguear
Ao arco-íris retiras-te a cor
Para colorir o nosso amor
Sou alma gémea
Á tua espera
Vestida de flores
Da primavera
No areal
Da praia deserta
Deitada nas conchas
Há hora incerta
Espero por ti
Á luz da lua
No assédio das ondas
A minha alma é tua.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Noites de verão

Chegamos da praia já cansados
Com os corpos bronzeados
Mas prontinhos para a festa
Belas noites de Verão
No calor da atracção
Da noitada que nos resta
Vamos á Feira de S.Tiago
Matar a sede num trago
E comer umas filhós
A seguir ver a Tourada
Pois a noite está estrelada
Um convite p’ra todos nós
São as noites de Verão
São as noites de Verão
A luz da nossa Cidade
Setúbal linda, linda bela
Setúbal linda, linda bela
Por ti me orgulho em vaidade
Vem a festa da Sardinha
E da fresca Cervejinha
A Avenida é um regalo…
Ouvir cantar os “Alcorrazes”
Imparáveis os rapazes
Com um reportório de estalo
O Setembro já bate à porta
E o povo não se “corta”
Ás Festas do “El Sadino”
São noites bem animadas
Poesias declamadas
Como manda o “figurino”
São as noites de Verão
São as noites de Verão
A luz da nossa Cidade
Setúbal linda, linda bela
Setúbal linda, linda bela
Por ti me orgulho em vaidade.
Com os corpos bronzeados
Mas prontinhos para a festa
Belas noites de Verão
No calor da atracção
Da noitada que nos resta
Vamos á Feira de S.Tiago
Matar a sede num trago
E comer umas filhós
A seguir ver a Tourada
Pois a noite está estrelada
Um convite p’ra todos nós
São as noites de Verão
São as noites de Verão
A luz da nossa Cidade
Setúbal linda, linda bela
Setúbal linda, linda bela
Por ti me orgulho em vaidade
Vem a festa da Sardinha
E da fresca Cervejinha
A Avenida é um regalo…
Ouvir cantar os “Alcorrazes”
Imparáveis os rapazes
Com um reportório de estalo
O Setembro já bate à porta
E o povo não se “corta”
Ás Festas do “El Sadino”
São noites bem animadas
Poesias declamadas
Como manda o “figurino”
São as noites de Verão
São as noites de Verão
A luz da nossa Cidade
Setúbal linda, linda bela
Setúbal linda, linda bela
Por ti me orgulho em vaidade.
quarta-feira, 2 de janeiro de 2008
Fado Novo...

Trazes o fado no peito
Nas vestes, a noite escura
Nas cordas um tom perfeito
Cheio de raça e bravura
É o xaile o teu altar
A ele te entregas por inteiro
Por ti já viram chorar
Esse teu amor primeiro
Soluça a guitarra enternecida
Pela voz tão destemida
Em verdadeira comunhão
A viola que a acompanha
Conhece toda a artimanha
Desse teu ar gingão
Nasceste para o fado
E com ele hás-de viver
Foi por Deus abençoado
E ninguém te poderá suster
Trazes o fado no peito
E com ele a voz do povo
É sentimento de respeito
Este Fado, fado novo.
Nas vestes, a noite escura
Nas cordas um tom perfeito
Cheio de raça e bravura
É o xaile o teu altar
A ele te entregas por inteiro
Por ti já viram chorar
Esse teu amor primeiro
Soluça a guitarra enternecida
Pela voz tão destemida
Em verdadeira comunhão
A viola que a acompanha
Conhece toda a artimanha
Desse teu ar gingão
Nasceste para o fado
E com ele hás-de viver
Foi por Deus abençoado
E ninguém te poderá suster
Trazes o fado no peito
E com ele a voz do povo
É sentimento de respeito
Este Fado, fado novo.
Quero...
Quero beber do teu cáliceAs palavras que tu não dizes
E que eu gostaria de ouvir
Quero ler em teus olhos
O poema que não escreveste
E dize-lo a sorrir
Quero gritar bem alto
Dizer que te amo
Com a força de um menir
Quero sentir o calor
De um beijo fervoroso
E em teu corpo imergir
Quero ser a tua deusa
Prender-te no Olimpo
Para que não voltes a fugir
Quero dar-te a certeza
Que por muitas vidas que passem
O meu amor há-de luzir.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2007
Foi ontem...

Foi ontem,
Foi ontem que fomos felizes
Da vida a dois, aprendizes
No amor a comunhão
As descobertas que fizemos
As palavras que dissemos
Guardo-as hoje no meu coração
Foi ontem que te amei
E o teu corpo apertei
Junto ao meu peito com ternura
Na sede daquele beijo
Tão perdido de desejo
Que só uma paixão procura
Foi ontem, que partiste
E a minha alma ficou triste
Em perpétuo anoitecer
As estrelas não mais brilharam
Todas as aves se calaram
Pela dor de te perder
Hoje, visito-te nos meus sonhos
Beijo os teus olhos risonhos
E peço-te para ficar
Dizes que não chegou a hora
E pedes-me para ir embora
Até a minha missão acabar.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
Mãe sem Natal...

És tu, um ser triste desencantado
De rosto pálido, imaculado
Onde a alegria já não habita
Trazes a noite escura retratada
Na alma de mulher desgastada
A quem o amor não visita
Filhos que tiveste, onde estão?
Apenas e só a recordação
Dos sacrifícios que fizeste por prazer
Horas a fio sem dormir
A mão que estendeste a pedir
O pão para lhes dar de comer
És tu, um ser triste desencantado
Que vives a historia de um fado
Num tom de nota letal
Foste tu, mãe doce e dedicada
Hoje, carente e maltratada
Nesta fria noite de Natal.
De rosto pálido, imaculado
Onde a alegria já não habita
Trazes a noite escura retratada
Na alma de mulher desgastada
A quem o amor não visita
Filhos que tiveste, onde estão?
Apenas e só a recordação
Dos sacrifícios que fizeste por prazer
Horas a fio sem dormir
A mão que estendeste a pedir
O pão para lhes dar de comer
És tu, um ser triste desencantado
Que vives a historia de um fado
Num tom de nota letal
Foste tu, mãe doce e dedicada
Hoje, carente e maltratada
Nesta fria noite de Natal.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
Oceano de poesia...

Sou filha de um oceano por inventar
Onde a beleza dos versos são o mar
E as palavras o vento que me conduz
Sou barco que navega à luz da lua
Faço das rimas a minha própria rua
Na onda de um poema que me seduz
Fui eu, que um dia naufraguei
Em versos que escrevi e não gostei
E que hoje os tento recuperar
Fui eu que me tornei intemporal
E escrevo neste imenso areal
Palavras que alimentam este mar
Sou filha de um oceano por inventar
Nascida nas correntes deste mar
Onde as mensagens flutuam dentro de mim
Ofereço poesia no meu cais
Meu barco é de sentimentos originais
Ancorado neste oceano que nasce em mim.
Onde a beleza dos versos são o mar
E as palavras o vento que me conduz
Sou barco que navega à luz da lua
Faço das rimas a minha própria rua
Na onda de um poema que me seduz
Fui eu, que um dia naufraguei
Em versos que escrevi e não gostei
E que hoje os tento recuperar
Fui eu que me tornei intemporal
E escrevo neste imenso areal
Palavras que alimentam este mar
Sou filha de um oceano por inventar
Nascida nas correntes deste mar
Onde as mensagens flutuam dentro de mim
Ofereço poesia no meu cais
Meu barco é de sentimentos originais
Ancorado neste oceano que nasce em mim.
domingo, 9 de dezembro de 2007
Beija-me!

Beija-me,
Beija-me fugazmente
Beija-me num gemido quente
Num beijo que me alimente a alma
Beija-me por tudo e por nada
Quero ser a mais amada
No fim da tarde calma
Beija-me por dentro e por fora
Beija-me a toda a hora
Que o meu coração agradece
Beija-me num beijo molhado
Aquele beijo de pecado
Onde amor se aquece
Beija-me,
Beija-me mais uma vez
Beija-me na embriaguês
Dos beijos que nunca me deste
Beija-me como se fosse verdade
Deixa-me sentir a saudade
Dos beijos que nunca quiseste.
Beija-me fugazmente
Beija-me num gemido quente
Num beijo que me alimente a alma
Beija-me por tudo e por nada
Quero ser a mais amada
No fim da tarde calma
Beija-me por dentro e por fora
Beija-me a toda a hora
Que o meu coração agradece
Beija-me num beijo molhado
Aquele beijo de pecado
Onde amor se aquece
Beija-me,
Beija-me mais uma vez
Beija-me na embriaguês
Dos beijos que nunca me deste
Beija-me como se fosse verdade
Deixa-me sentir a saudade
Dos beijos que nunca quiseste.
sexta-feira, 7 de dezembro de 2007
A escada da minha vida...

Vou subindo lentamente
Cada degrau é um presente
Que receio abrir
Tento firmar-me a cada passo
Consciente do que faço
Sem saber o que está para vir
Trago comigo a saudade
Dos tempos da mocidade
E daquilo que me marcou
São momentos que recordo
Que vêm comigo abordo
Deste degrau onde estou
Vou subindo lentamente
Olhando os degraus de frente
E assim, vou sarando feridas
Pedaços de mim, eu perdi
De dor já muito sofri
Em horas nunca esquecidas
Partilho os ensinamentos
E com eles bons sentimentos
Ao longo desta subida
São fragmentos de mim que ofereço
E que servem de adereço
À escada da minha vida.
Cada degrau é um presente
Que receio abrir
Tento firmar-me a cada passo
Consciente do que faço
Sem saber o que está para vir
Trago comigo a saudade
Dos tempos da mocidade
E daquilo que me marcou
São momentos que recordo
Que vêm comigo abordo
Deste degrau onde estou
Vou subindo lentamente
Olhando os degraus de frente
E assim, vou sarando feridas
Pedaços de mim, eu perdi
De dor já muito sofri
Em horas nunca esquecidas
Partilho os ensinamentos
E com eles bons sentimentos
Ao longo desta subida
São fragmentos de mim que ofereço
E que servem de adereço
À escada da minha vida.
sexta-feira, 30 de novembro de 2007
Aguas caladas...

Aguas caladas
Impróprias para regar sonhos
Vidas manchadas
Por intempéries de mares medonhos
Impróprias para regar sonhos
Vidas manchadas
Por intempéries de mares medonhos
Luvas calçadas
Por quem as mãos não quer sujar
Vozes silenciadas
Por quem não se permite a escutar
Abram-me a porta!
Deixem-me entrar
Oiçam o meu grito
O meu suplicar
Não quero ter medo
Quero alcançar
Um pouco de paz para me abrigar
Abram-me a porta
Sem fazer alarde
Resgatem-me agora
Que depois será tarde.
terça-feira, 20 de novembro de 2007
Pétalas de água...

Pétalas de água,
Passeiam elegantemente p’lo teu rosto
Viajantes de viva saudade pesarosa
Instalam-se, como se ocupassem um posto
Deixa-me ungir-te em felicidade
Mostrar-te que o sol ainda pode brilhar
Mesmo que persista a saudade
Poderás um dia, paz encontrar
Quantos ventos por ti passaram
Quantas angústias te maltrataram
Nem tu as sabes contar
Pétalas de água te visitaram
P’lo teu rosto passearam
Em manifesta cegueira de amar
Passeiam elegantemente p’lo teu rosto
Viajantes de viva saudade pesarosa
Instalam-se, como se ocupassem um posto
Deixa-me ungir-te em felicidade
Mostrar-te que o sol ainda pode brilhar
Mesmo que persista a saudade
Poderás um dia, paz encontrar
Quantos ventos por ti passaram
Quantas angústias te maltrataram
Nem tu as sabes contar
Pétalas de água te visitaram
P’lo teu rosto passearam
Em manifesta cegueira de amar
segunda-feira, 19 de novembro de 2007
Quero cavalgar a noite inteira...
Quero cavalgar a noite inteiraPor entre os vales do nosso amor
Ser na paixão, mulher primeira
Fundir-me no trote do teu calor
Quero sentir do amor o cheiro
Ao galopar em forte abraço
Fazer de ti o meu braseiro
E saciar-me sem fracasso
Rios de rosas se abrirão
Ao ver passar o nosso amor
Num cavalgar quente de paixão
Voamos nas asas de um condor
Quero cavalgar a noite inteira
Levar-te comigo ao firmamento
Beijar em paixão verdadeira
O teu corpo viril e sedento.
terça-feira, 13 de novembro de 2007
Despes-me...

Despes-me das vestes que não trago
Em minh’alma a noite já vai longa
Sou o doce onde buscas o afago
Nos beijos que o amor não prolonga
Carícias que buscam o suco mel
Lábios de assédio cor romã
Em meu corpo o convite sente o fel
Do amargo que é visita da manhã
Levas o melhor que há em mim
Despes-me da realidade da vida
Tatuas os lençóis de cetim
Com o sangue da raiva escondida
Despes-me das vestes que não trago
Na noite que teima em ser triste
No meu coração semeias o estrago
Do louco que em ti existe.
Em minh’alma a noite já vai longa
Sou o doce onde buscas o afago
Nos beijos que o amor não prolonga
Carícias que buscam o suco mel
Lábios de assédio cor romã
Em meu corpo o convite sente o fel
Do amargo que é visita da manhã
Levas o melhor que há em mim
Despes-me da realidade da vida
Tatuas os lençóis de cetim
Com o sangue da raiva escondida
Despes-me das vestes que não trago
Na noite que teima em ser triste
No meu coração semeias o estrago
Do louco que em ti existe.
sexta-feira, 9 de novembro de 2007
Maria...

Maria, tão pura e tão cândida
Tão mãe e tão sofrida
Maria, berço do fruto
Que deu vida à vida
Maria, como eu que te imploro
Em meu desespero
Junto de ti eu choro
E como eu te venero
Maria, mulher
Maria, Santa
Maria, amor
Riqueza tanta.
Tão pura e tão cândida
Tão mãe e tão sofrida
Maria, tu és dor
Maria, tu és vida.
Tão mãe e tão sofrida
Maria, berço do fruto
Que deu vida à vida
Maria, como eu que te imploro
Em meu desespero
Junto de ti eu choro
E como eu te venero
Maria, mulher
Maria, Santa
Maria, amor
Riqueza tanta.
Tão pura e tão cândida
Tão mãe e tão sofrida
Maria, tu és dor
Maria, tu és vida.
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Sou tua...

Haja o que houver
Caminharei sempre contigo
Digas o que disseres
Estarei sempre a teu lado
Faças o que fizeres
Serei sempre tua!
És tu, o meu grande amor
O meu porto de abrigo
És o meu presente
És o meu passado
No amor és quente
Somos pecado!
És o sol que me aquece
E eu a lua que te resplandece
Haja o que houver…
Caminharei sempre contigo!
Caminharei sempre contigo
Digas o que disseres
Estarei sempre a teu lado
Faças o que fizeres
Serei sempre tua!
És tu, o meu grande amor
O meu porto de abrigo
És o meu presente
És o meu passado
No amor és quente
Somos pecado!
És o sol que me aquece
E eu a lua que te resplandece
Haja o que houver…
Caminharei sempre contigo!
segunda-feira, 5 de novembro de 2007
Esta cor que Deus me deu...
Esta cor que Deus me deu
Que trás sangue igual ao teu
E sentimentos como os demais
Alvo de tanta descriminação
De tantos séculos de perseguição
Dos espertos anormais
Porque odeias a minha raça?
Porque me vês como desgraça?
Se eu na tua casa entrar
Como tu eu sinto dor
Fui criado com muito amor
Por quem caprichaste no mal tratar
Tenho tanta pena de ti
Mas a educação que recebi
Não me trás cólera ao coração
Como tu, sou filho de Deus
E se um dia subir aos Céus
Intercederei pela tua absolvição.
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