segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Mau carácter...


Piso-te… porque enquanto eu te pisar serei maior
Amedronto-te…porque se tiveres medo, sinto-me mais segura
Amordaço-te…porque no teu silêncio poderei falar mais alto
Empurro-te…porque a tua queda será o meu equilíbrio
Envergonho-te…porque a tua humilhação me fará sentir mais forte
Denuncio-te…porque se te entregar, faço tuas as minhas falhas

E assim vivem os pobres de espírito...

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Calem-se!!!


Calem-se os oradores
Calem-se os sonhadores
E os ministros também

Calem-se os falsos profetas
Os desequilibrados patetas
Que dos oprimidos sentem desdém

Calem-se os jornalistas
Calem-se os argumentistas
E quem os detém

Calem-se os juízes
Da justiça aprendizes
E da inocência também

Calem-se os professores
Calem-se os autores
E aquele que opinião não tem

Mas…
Quando houver entendimento
E das causas conhecimento
Então falem, falem os justos
Porque a verdade não tem custos
E…Que não se cale ninguém!

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Assim me dou...


São meras palavras
O que sinto e escrevo
Conjuntos de letras
E nada mais…

São estados de alma
E a tudo me atrevo
O que me vai no coração
De revolta e carinhos tais

Em cada palavra
Exulta a mensagem
Em cada texto
A minha coragem

Em cada verso
Deixo um abraço
Em cada poema
De mim um pedaço

É assim que me entrego
É assim que me dou
Foi assim que nasci
E será assim que me vou…

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Até sempre Amiga...

Recados e Imagens - Flores - Orkut



Faltam-me as palavras
Aquelas que outrora soube dizer
Mas no amargo da despedida
Não soube mais o que fazer

Foi um telefone que se calou
Não mais vai ser atendido
A forte saudade já era sentida
Mesmo antes de teres partido

Aquela voz atenta e doce
Não mais será escutada
Mas tatuou as nossas vidas
Por ser tão dedicada

Quis Deus que assim fosse
E foi a ti que Ele escolheu
Molhou os nossos rostos de lágrimas
Ao juntar mais uma Estrela no Céu

Até sempre Querida Amiga
Viemos aqui para te dizer
Que por muitos anos que passem
Nunca te iremos esquecer.

Sentida Homenagem á nossa Querida Amiga e Colega de trabalho, Deolida Carvalho.

domingo, 31 de agosto de 2008

O outro lado...



Recados e Imagens - Anjos - Orkut

Venho de longe
Lá do outro lado das estrelas
Trouxe comigo a madrugada
E cânticos de musicas singelas

Trouxe também recordações
Inscritas na minha memoria
A vida que perdi espalhei
Na galáxia da nossa história

Venho de longe
Lá do outro lado das estrelas
Oferecer-te o brilho da noite
Que nos levou até elas.

sábado, 23 de agosto de 2008

Fado cansado...


Sou restos de um fado já cansado
Na história um amor acabado
Que os poetas mal sabem contar
Sou o silêncio que escutas em pensamento
A saudade que sentes no momento
Em que a lágrima teima em não gritar

Sou fado quando me abraças a voz
Poema doce mas feroz
N’alma que me inspira o momento
Sou gaivota que voa à deriva
Que se esconde no meu xaile de diva
Ao ouvir o trinar do meu tormento

Boa noite senhor meu fado
Cheguei hoje de um qualquer lado
Só para te ouvir cantar
Apaguei as luzes à tristeza
Trouxe no meu vestido a fortaleza
P’ras lágrimas qu’inda hei-de chorar

Canto hoje as minhas e tuas dores
Vivências fraquezas e amores
Que só nos fizeram sofrer
Tu és a minha vida o meu fado
Aquele que mesmo em pecado
Nunca me hei-de esquecer

Sou o resto dos restos e mais nada
Vida de uma vida passada
Nota d’um tom já esquecido
Sou fado sou a história contada
Numa noite que foi inspirada
No poeta que havia partido.

terça-feira, 10 de junho de 2008

Setúbal pesca a cantar


Setúbal acordou cedinho
E foi p’ra pesca a cantar
Acompanhada d’um golfinho
Lá ia a “Estrela-do-mar”

Uma pescada convencida
Piscou um olho ao carapau
Viu passar o “Direito á Vida”
E disfarçou-se de bacalhau

“Vai com Fé”, “Joaquim Alberto”
“Ala’rriba”, “Samuel”
Aqui o peixe mora perto
Já lá vem “Joana Isabel”
A“Garaia” já lá está
“Deus é Luz” e é bem verdade
Rio como este não há
Brilha a “Estrela da Felicidade”

Sabida a Tainha vaidosa
Enamorou-se d’um mexilhão
Fugiu á “Floripes Rosa”
P’ra viver a sua paixão

E um salmonete risonho
Fez do Rio Sado o seu hino
E na “Margem d’um Sonho”
Cantou p’ro Mestre Bernardino

“Vai com Fé”, “Joaquim Alberto”
“Ala’riba”, “Samuel”
Aqui o peixe mora perto
Já lá vem “Joana Isabel”
A“Garaia” já lá está
“Deus é Luz” e é bem verdade
Rio como este não há
Brilha a “Estrela da Felicidade”

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A viagem...


Fiz do meu corpo a tua estrada
E das tuas mãos veio o caminho
Foram abertas as portas do nada
Para o descobrires sozinho

Aceleraste na encosta do desejo
Sem medo de falhar continuaste
Devoraste amor no primeiro beijo
E de amar não mais paraste

Sentiste em meu corpo a alvorada
Ainda a noite mal se despedia
Suados sobre a cama já cansada
Mas que de amor ainda fervia

Voavam horas já perdidas
Num tempo que não queria passar
Nos lençóis as chamas coloridas
Do amor que não podia acabar

Tatuaste em meu corpo a rota
Da viagem por nós percorrida
Caminho de amor que não se esgota
Para recordação da minha e tua vida.

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Cais de esperança...

Sei d’um rio que ainda passa
P’las aguas desse teu cais
Sei de um amor que ainda chora
Sem deixar ouvir seus ais

Levado p’la corrente vai
Tresloucado na sua ira
Num queixume silencioso
Que de amor’inda suspira

Ai de mim que te sinto
E de tão perto, já vão distantes
As saudades que te feriram
Em sentimentos expectantes

Esta água qu’ainda corre
Sem saber se volta um dia
Ás veias desse teu cais
Que nele ainda confia

Oh! Águas que também viestes
E que acenastes sempre em vão
Podeis navegar livremente
No néctar desse coração

Sei d’um rio que ainda passa
Num cais cheio de esperança
Leva consigo silenciosos ais
E um grande amor na lembrança.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Meu corpo...


Sou a água viva deste rio
Em ondas de calor e frio
Beijos de uma margem qualquer
Sou fúria d’um vulcão em ameaça
Aquele que p’la serra já não passa
Se isso de mim depender

Como um barco que navega á luz da lua
Bailarina que dança semi nua
Levada pela corrente do amor
Sou gaivota que acompanha o cardume
A chama que grita no lume
Aquela que se dá em flor

Sou o oásis do teu perdido deserto
A palavra que tens sempre por perto
O mapa que queres decifrar
Sou as entrelinhas do que não digo
Escondida num campo de trigo
Onde ninguém me há-de encontrar

Como sombra que passa despercebida
Vivo entre uma e outra vida
Na indelével força do ser
Sou a brisa que corre envergonhada
No meu corpo de terra lavrada
Onde o sol irá sempre nascer.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Hoje vesti-me de letras...



Hoje vesti-me de letras decoradas de sorrisos
Formei com elas alguns versos amigos e concisos
Pintei de verde a amizade, porque trazia esperança
Saltei de quadra em quadra e senti-me uma criança

Voei nas palavras e no sentido que lhes dava
Mas sempre que parava outro verso já espreitava
Perfumei cada letra com aromas de jasmim
E juntei todas as rimas para formar um jardim

Colori de vermelho as palavras que falavam ao coração
Deixei ficar de branco a Paz, porque trazia perdão
Musiquei alguns versos para tos poder cantar
Dancei com eles sobre lagos para assim te animar

A tua presença é forte mesmo quando tu não estás
A nossa amizade é sincera e que bem que isso me faz
Sei que quando precisei contigo pude contar
E quando chorei estavas lá para me apoiar

Hoje vesti-me de letras decoradas de sorrisos
E para te dizer que amigos como tu são precisos
Por isso hoje te guardo como a uma jóia rara
No cofre que trago no peito e onde ninguém nos separa.

Sofro...



Sofro por saber que não me vês
Por não sentires o meu desespero
E p’la cegueira que não te deixa amar

Sofro por cada momento por ti esquecido
Por cada palavra que tu não dizes
Por não me quereres falar

Sofro as recordações que tu ignoras
As lágrimas que tu não choras
E p’lo carinho que não me dás
Sofro ao sentir-te tão distante
Olhas-me como um ser errante
Enquanto a minh’alma se desfaz

Sofro, sofro porque te quero
Neste meu amor sincero
E só tu é que não vês…
Sofro, sofro por ti e ainda espero
O fim deste pesadelo severo
E que voltes para mim outra vez

Sejam os teus olhos fontes de luz
Aqueles que o amor conduz
Por um caminho sem fim
Seja a tua presença alegria
Aquela que foi minha um dia
E que eu ainda guardo em mim.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lágrimas amargas...


Sinto o amargo das tuas lágrimas
Ao mergulhar na palidez do teu rosto
Os nossos poemas morreram nas páginas
E as nossas alegrias perderam o seu posto

É a tua ausência como uma lança
Que me trespassa a cada momento
O vento levou-me a esperança
E amar-te é hoje o meu tormento

Promessas que fizemos, onde estão?
Palavras que dissemos, já nem sei…
Um vazio ocupou-me o coração
Com uma dor que nunca imaginei

Já não sinto o teu cheiro quando passo
A noite levou-me o teu doce olhar
Não dou conta do que digo ou que faço
E quando canto oiço a minha alma chorar

Erros que te encontro são meus também
E as palavras mais duras podem ter um fim
São desencontros…Quem os não tem?
Lágrimas amargas nascem hoje em mim.

terça-feira, 29 de abril de 2008

Liberdade...

Oh! Jovens filhos de Portugal
Que p’las Colónias fostes combater
Oh! Mães que choraste os filhos
Que as terras de África viram morrer

Homens lutadores de direitos
Sofreram as torturas mais cruéis
Oprimidos e silenciados
Á causa foram sempre fiéis

Oh! Bem aventurada liberdade
Que em Abril te deste a conhecer
Oh! Gente sedenta de igualdade
Que naquela fresca manhã te viu nascer

Oh! Soldados de Abril
Que combatestes contra um covil
Usando cravos como munições
Oh! Homens do meu País
Viestes para a rua civis
Sem mostrar medos ou restrições

Abaixo o Fascismo! Viva a Liberdade!
Palavras de ordem muito ouvidas
Foi este o Abril por nós conquistado
Que mudou radicalmente as nossas vidas

Vamos a este Abril dar continuidade
Gritar e lutar pelos nossos ideais
Respeitemos a nossa liberdade
Mas Fascismo… nunca mais!

Saber amar...

O amor foi banalizado…
Assassinaram o fruto da paixão
O sentimento foi condenado
Sem direito a pena ou perdão

Grandes os amores de outrora
Corações que palpitavam hora a hora
Na magia que antecedia aquele olhar
Troca de palavras tão verdadeiras
Mãos entrelaçadas como videiras
Por dois seres desejosos de se amar

O amor foi banalizado…
Diz-se amor sem o sentir
Servido como um prato mal cozinhado
Para logo depois se partir

Mas o amor pode ser encontrado
Anda de mãos dadas com a paixão
Se por ela for educado
Ficará preparado para o perdão

Amor, amor palavra quente e tão sentida
Amor tão verdadeiro que dá sustento à vida
Amor consistente, amor alimentado e profundo
Amor construído para todos os percalços do mundo.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Arrabida...


Arrábida, refugio de poetas e pintores
Paleta de beleza em vários tons e cores
Mãe natureza, alegre sinfonia
Cântico de alvorada que perfuma cada dia

Arrábida misteriosa, abrigo dos amantes
Fresca e gostosa em passeios verdejantes
Namoras o Sado, que teus pés vem beijar
Contigo encantado, Azul corre para o mar

Arrábida crente, no Convento o teu altar
Santa aparecida, onde Monges iam rezar
Doces e licores um segredo bem guardado
Ervas aromáticas, do presente e do passado

Arrábida orquestra, quando o vento te assobia
Danças encantada, com fragrâncias de maresia
És menina, mulher vaidosa e ladina
Arrábida tu és nossa! Arrábida tu és Sadina!

Arrábida praia, do monte branco a brilhar
Rochas, conchas e algas no Portinho a bailar
Canta Arrábida, canta, canta a vida em poesia
Cada verso por ti cantado, será um hino à alegria.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

O meu Rei...

A lua fugiu
O sol já sorriu
E eu ainda aqui…

Triste e sozinha
Espero por ti

Não sei que fazer
Se te vou esquecer
Ou desistir…

Esperando…
Procuro…O que estará para vir…

Quem me diz?
Se contigo eu vou ser feliz
Saberei…
Se contigo me encontrar meu rei!

Eu não sei…
E talvez nunca saberei
Se tu és…Ou foste o meu verdadeiro rei…

Eu não sei…
Mas perto de ti decerto saberei
Se tu és…Aquele que um dia eu Amei…

segunda-feira, 31 de março de 2008

Mariana...

Mariana…A operária conserveira
Que da fome foi companheira
Mas lutou por um ideal
Ergueu a voz com convicção
Contra as forças da opressão
E a injustiça social

Mariana… Do passado e do presente
Do povo Setubalense
Ávido da sua história
Mulher achada, Mulher perdida
Assassinada em plena Avenida
Sem reconhecimento nem memória

Mariana…Amiga, camarada
Lutadora, maltratada
Por ilustres nomes da Cidade
Não tiveste nome de rua
A vala comum foi toda tua
Para que fosse esquecida a tua identidade

Mariana…Foste agora Homenageada
A tua história será divulgada
Com todo o respeito merecido
Corajosa, aventureira
És o rosto da mulher conserveira
E de um passado que jamais será esquecido.

terça-feira, 25 de março de 2008

O Embarque...


Porque choras tu minh’alma
E me dás a provar o fel
Porque insistes que embarque
No teu tão triste batel

Deixa-me só, por um momento
Preciso de me encontrar
Se eu afogar a tristeza
De alegria hei-de exaltar

Mas se tu vives em mim
Como posso eu me desprender
Se continuas a chorar
E a sangrar o teu sofrer

Porque choravas tu minh’alma
E se vestiu de negro a madrugada
Porque é que já não te sinto
E porque estou tão gelada

Não sei para onde foste
Deixei agora de te sentir
Se me ouvires vem para mim
Não me deixes assim partir.

domingo, 23 de março de 2008

O Canto da Cotovia...


Enquanto a cotovia cantava
Algo de errado se passava
No jardim da ambição
Sementes de ódio se espalhavam
Razões não se encontravam
Mas ficava a confusão

O querer voar mais alto
Atacava inocentes de assalto
Ao som daquela melodia
Com palavras de bem dizer
Num fundo de mal querer
Era assim dia após dia

Mas a cotovia cantava
Porque feliz ela estava
Comia o pão que merecia
Aquela ave trabalhava
Outras aves não maltratava
No jardim da hipocrisia

Enquanto a cotovia cantava
Os opressores contemplava
Num jardim que ali jazia
Será que ela rezava?
Ou será que contabilizava?
As injustiças que ali via…

quinta-feira, 13 de março de 2008

Vitória, Vitória!



Vitória, Vitória
Tens a mais bonita história
Deste imenso Portugal
Vitória, Vitória
Club da mais fina-flor
Vitoria, Vitória
Como tu não há igual
Vitoria, Vitória
És tu o meu grande amor

Vitoria, o meu club tão velhinho
Que eu vejo com carinho
Cada vez que vai jogar
Vitória, a todos nós tu pertences
Orgulho dos Setubalenses
Que te querem ver ganhar

Vitória, Vitória
Estarei sempre a teu lado
Vitória, Vitória
Desta Cidade do Sado

Vitoria, o meu club tão velhinho
Que eu vejo com carinho
Cada vez que vai jogar
Vitória, a todos nós tu pertences
Orgulho dos Setubalenses
Que te querem ver ganhar

Vitória, Vitória
Estarei sempre a teu lado
Vitória, Vitória
Desta Cidade do Sado.

Triste noite das memórias...


Triste noite das memórias
Desalento de batalhas inglórias
Do caminho que não se fez
Livre pensamento em viagem
Que numa pesada bagagem
Transporta, denunciada timidez

Oh! Escura e insensata noite perdida
Que não te encontraste com a vida
Para refazeres a tua história
Fala-me agora desse passado
Da memória desencantado
E traz-me merecida Vitoria

Oh! Navegantes desta noite
Permitam-me um pensamento afoite
Nesta tempestade que perdura
Tragam-me lembranças de felicidade
Para que encontre a identidade
E o caminho para a cultura.

Tristes...


Tristes os pobres de espírito
Que anseiam fazer mal,
Tristes os condenados
Que a vida fez sofrer,
Tristes todos aqueles
Que levantam o temporal
Na triste vida daqueles
Que os ajudaram a crescer!

sábado, 8 de março de 2008

Somos Vitória...

É p’ra ganhar, é p’ra ganhar
Mais uma taça que vai rolar
Temos orgulho na nossa história
Somos diferentes, Somos Vitoria!

Vão carrapaus e Alcorrazes
Com peixe fresco, somos capazes!
De alcançar com muita gloria
Mais uma taça para o Vitoria

Ora digam lá, ora digam lá
Se o Verde e Branco não está lá?
Este Vitória joga e não dorme
E não é grande, ele é Enorme

É tão bonito de se ver
O nosso club a crescer
Por cada canto da cidade
Vibr’a alegria e a vaidade

Vamos de carro, ou mesmo a pé
Buscar a Taça, ai ai pois é…
Não há vedetas, “nem jornalistas”…
Mas o Vitoria dá bem nas vistas

Ora digam lá, ora digam lá
Se o Verde e Branco não está lá?
Este Vitória joga e não dorme
E não é grande, ele é Enorme.

Perfume de amor...




Sentei-me numa estrela
A mais cintilante e bela
Só para te ver passar
Senti o teu perfume
E no meu coração o lume
Do desejo de te amar

Voei atrás de ti
O universo percorri
Com sede do teu amor
E quando te encontrei
Abraçada a ti chorei
Entre as asas de condor

Levaste-me ao infinito
Para ler o que haviam escrito
Nos planetas mais distantes
Bordadas em luzes de estrelas
Brilhavam as frases mais belas
Que perfumavam os amantes.