Venho de longe
Lá do outro lado das estrelas
Trouxe comigo a madrugada
E cânticos de musicas singelas
Trouxe também recordações
Inscritas na minha memoria
A vida que perdi espalhei
Na galáxia da nossa história
Venho de longe
Lá do outro lado das estrelas
Oferecer-te o brilho da noite
Que nos levou até elas.
“… Começa um fluir de pensamentos que me exalta o sentimento, é aí que escrevo e dando vida ao que sinto abro as asas às minhas fantasias, são esses pensamentos que me levam a juntar palavras onde tudo faz sentido e já não posso parar... parece que sinto algo dentro de mim que me vai conduzindo na escrita…”
domingo, 31 de agosto de 2008
O outro lado...
sábado, 23 de agosto de 2008
Fado cansado...

Na história um amor acabado
Que os poetas mal sabem contar
Sou o silêncio que escutas em pensamento
A saudade que sentes no momento
Em que a lágrima teima em não gritar
Sou fado quando me abraças a voz
Poema doce mas feroz
N’alma que me inspira o momento
Sou gaivota que voa à deriva
Que se esconde no meu xaile de diva
Ao ouvir o trinar do meu tormento
Boa noite senhor meu fado
Cheguei hoje de um qualquer lado
Só para te ouvir cantar
Apaguei as luzes à tristeza
Trouxe no meu vestido a fortaleza
P’ras lágrimas qu’inda hei-de chorar
Canto hoje as minhas e tuas dores
Vivências fraquezas e amores
Que só nos fizeram sofrer
Tu és a minha vida o meu fado
Aquele que mesmo em pecado
Nunca me hei-de esquecer
Sou o resto dos restos e mais nada
Vida de uma vida passada
Nota d’um tom já esquecido
Sou fado sou a história contada
Numa noite que foi inspirada
No poeta que havia partido.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Setúbal pesca a cantar

E foi p’ra pesca a cantar
Acompanhada d’um golfinho
Lá ia a “Estrela-do-mar”
Uma pescada convencida
Piscou um olho ao carapau
Viu passar o “Direito á Vida”
E disfarçou-se de bacalhau
“Vai com Fé”, “Joaquim Alberto”
“Ala’rriba”, “Samuel”
Aqui o peixe mora perto
Já lá vem “Joana Isabel”
“Deus é Luz” e é bem verdade
Rio como este não há
Brilha a “Estrela da Felicidade”
Sabida a Tainha vaidosa
Enamorou-se d’um mexilhão
Fugiu á “Floripes Rosa”
P’ra viver a sua paixão
E um salmonete risonho
Fez do Rio Sado o seu hino
E na “Margem d’um Sonho”
Cantou p’ro Mestre Bernardino
“Vai com Fé”, “Joaquim Alberto”
“Ala’riba”, “Samuel”
Aqui o peixe mora perto
Já lá vem “Joana Isabel”
“Deus é Luz” e é bem verdade
Rio como este não há
Brilha a “Estrela da Felicidade”
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A viagem...

E das tuas mãos veio o caminho
Foram abertas as portas do nada
Para o descobrires sozinho
Aceleraste na encosta do desejo
Sem medo de falhar continuaste
Devoraste amor no primeiro beijo
E de amar não mais paraste
Sentiste em meu corpo a alvorada
Ainda a noite mal se despedia
Suados sobre a cama já cansada
Mas que de amor ainda fervia
Voavam horas já perdidas
Num tempo que não queria passar
Nos lençóis as chamas coloridas
Do amor que não podia acabar
Tatuaste em meu corpo a rota
Da viagem por nós percorrida
Caminho de amor que não se esgota
Para recordação da minha e tua vida.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Cais de esperança...
Sei d’um rio que ainda passaP’las aguas desse teu cais
Sei de um amor que ainda chora
Sem deixar ouvir seus ais
Levado p’la corrente vai
Tresloucado na sua ira
Num queixume silencioso
Que de amor’inda suspira
Ai de mim que te sinto
E de tão perto, já vão distantes
As saudades que te feriram
Em sentimentos expectantes
Esta água qu’ainda corre
Sem saber se volta um dia
Ás veias desse teu cais
Que nele ainda confia
Oh! Águas que também viestes
E que acenastes sempre em vão
Podeis navegar livremente
No néctar desse coração
Sei d’um rio que ainda passa
Num cais cheio de esperança
Leva consigo silenciosos ais
E um grande amor na lembrança.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Meu corpo...

Em ondas de calor e frio
Beijos de uma margem qualquer
Sou fúria d’um vulcão em ameaça
Aquele que p’la serra já não passa
Se isso de mim depender
Como um barco que navega á luz da lua
Bailarina que dança semi nua
Levada pela corrente do amor
Sou gaivota que acompanha o cardume
A chama que grita no lume
Aquela que se dá em flor
Sou o oásis do teu perdido deserto
A palavra que tens sempre por perto
O mapa que queres decifrar
Sou as entrelinhas do que não digo
Escondida num campo de trigo
Onde ninguém me há-de encontrar
Como sombra que passa despercebida
Vivo entre uma e outra vida
Na indelével força do ser
Sou a brisa que corre envergonhada
No meu corpo de terra lavrada
Onde o sol irá sempre nascer.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Hoje vesti-me de letras...

Formei com elas alguns versos amigos e concisos
Pintei de verde a amizade, porque trazia esperança
Saltei de quadra em quadra e senti-me uma criança
Voei nas palavras e no sentido que lhes dava
Mas sempre que parava outro verso já espreitava
Perfumei cada letra com aromas de jasmim
E juntei todas as rimas para formar um jardim
Colori de vermelho as palavras que falavam ao coração
Deixei ficar de branco a Paz, porque trazia perdão
Musiquei alguns versos para tos poder cantar
Dancei com eles sobre lagos para assim te animar
A tua presença é forte mesmo quando tu não estás
A nossa amizade é sincera e que bem que isso me faz
Sei que quando precisei contigo pude contar
E quando chorei estavas lá para me apoiar
Hoje vesti-me de letras decoradas de sorrisos
E para te dizer que amigos como tu são precisos
Por isso hoje te guardo como a uma jóia rara
No cofre que trago no peito e onde ninguém nos separa.
Sofro...

Por não sentires o meu desespero
E p’la cegueira que não te deixa amar
Sofro por cada momento por ti esquecido
Por cada palavra que tu não dizes
Por não me quereres falar
Sofro as recordações que tu ignoras
As lágrimas que tu não choras
E p’lo carinho que não me dás
Sofro ao sentir-te tão distante
Olhas-me como um ser errante
Enquanto a minh’alma se desfaz
Sofro, sofro porque te quero
Neste meu amor sincero
E só tu é que não vês…
Sofro, sofro por ti e ainda espero
O fim deste pesadelo severo
E que voltes para mim outra vez
Sejam os teus olhos fontes de luz
Aqueles que o amor conduz
Por um caminho sem fim
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Lágrimas amargas...

Ao mergulhar na palidez do teu rosto
Os nossos poemas morreram nas páginas
E as nossas alegrias perderam o seu posto
É a tua ausência como uma lança
Que me trespassa a cada momento
O vento levou-me a esperança
E amar-te é hoje o meu tormento
Promessas que fizemos, onde estão?
Palavras que dissemos, já nem sei…
Um vazio ocupou-me o coração
Com uma dor que nunca imaginei
Já não sinto o teu cheiro quando passo
A noite levou-me o teu doce olhar
Não dou conta do que digo ou que faço
E quando canto oiço a minha alma chorar
Erros que te encontro são meus também
E as palavras mais duras podem ter um fim
São desencontros…Quem os não tem?
Lágrimas amargas nascem hoje em mim.
terça-feira, 29 de abril de 2008
Liberdade...
Oh! Jovens filhos de PortugalQue p’las Colónias fostes combater
Oh! Mães que choraste os filhos
Que as terras de África viram morrer
Homens lutadores de direitos
Sofreram as torturas mais cruéis
Oprimidos e silenciados
Á causa foram sempre fiéis
Oh! Bem aventurada liberdade
Que em Abril te deste a conhecer
Oh! Gente sedenta de igualdade
Que naquela fresca manhã te viu nascer
Oh! Soldados de Abril
Que combatestes contra um covil
Usando cravos como munições
Oh! Homens do meu País
Viestes para a rua civis
Sem mostrar medos ou restrições
Abaixo o Fascismo! Viva a Liberdade!
Palavras de ordem muito ouvidas
Foi este o Abril por nós conquistado
Que mudou radicalmente as nossas vidas
Vamos a este Abril dar continuidade
Gritar e lutar pelos nossos ideais
Respeitemos a nossa liberdade
Mas Fascismo… nunca mais!
Saber amar...
O amor foi banalizado…Assassinaram o fruto da paixão
O sentimento foi condenado
Sem direito a pena ou perdão
Grandes os amores de outrora
Corações que palpitavam hora a hora
Na magia que antecedia aquele olhar
Troca de palavras tão verdadeiras
Mãos entrelaçadas como videiras
Por dois seres desejosos de se amar
O amor foi banalizado…
Diz-se amor sem o sentir
Servido como um prato mal cozinhado
Para logo depois se partir
Mas o amor pode ser encontrado
Anda de mãos dadas com a paixão
Se por ela for educado
Ficará preparado para o perdão
Amor, amor palavra quente e tão sentida
Amor tão verdadeiro que dá sustento à vida
Amor consistente, amor alimentado e profundo
Amor construído para todos os percalços do mundo.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Arrabida...

Paleta de beleza em vários tons e cores
Mãe natureza, alegre sinfonia
Cântico de alvorada que perfuma cada dia
Arrábida misteriosa, abrigo dos amantes
Fresca e gostosa em passeios verdejantes
Namoras o Sado, que teus pés vem beijar
Contigo encantado, Azul corre para o mar
Arrábida crente, no Convento o teu altar
Santa aparecida, onde Monges iam rezar
Doces e licores um segredo bem guardado
Ervas aromáticas, do presente e do passado
Arrábida orquestra, quando o vento te assobia
Danças encantada, com fragrâncias de maresia
És menina, mulher vaidosa e ladina
Arrábida tu és nossa! Arrábida tu és Sadina!
Arrábida praia, do monte branco a brilhar
Rochas, conchas e algas no Portinho a bailar
Canta Arrábida, canta, canta a vida em poesia
Cada verso por ti cantado, será um hino à alegria.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
O meu Rei...
A lua fugiuO sol já sorriu
E eu ainda aqui…
Triste e sozinha
Espero por ti
Não sei que fazer
Se te vou esquecer
Ou desistir…
Esperando…
Procuro…O que estará para vir…
Quem me diz?
Se contigo eu vou ser feliz
Saberei…
Se contigo me encontrar meu rei!
Eu não sei…
E talvez nunca saberei
Se tu és…Ou foste o meu verdadeiro rei…
Eu não sei…
Mas perto de ti decerto saberei
Se tu és…Aquele que um dia eu Amei…
segunda-feira, 31 de março de 2008
Mariana...
Que da fome foi companheira
Mas lutou por um ideal
Ergueu a voz com convicção
Contra as forças da opressão
E a injustiça social
Mariana… Do passado e do presente
Do povo Setubalense
Ávido da sua história
Mulher achada, Mulher perdida
Assassinada em plena Avenida
Sem reconhecimento nem memória
Mariana…Amiga, camarada
Lutadora, maltratada
Por ilustres nomes da Cidade
Não tiveste nome de rua
A vala comum foi toda tua
Para que fosse esquecida a tua identidade
Mariana…Foste agora Homenageada
A tua história será divulgada
Com todo o respeito merecido
Corajosa, aventureira
És o rosto da mulher conserveira
E de um passado que jamais será esquecido.
terça-feira, 25 de março de 2008
O Embarque...

E me dás a provar o fel
Porque insistes que embarque
No teu tão triste batel
Deixa-me só, por um momento
Preciso de me encontrar
Se eu afogar a tristeza
De alegria hei-de exaltar
Mas se tu vives em mim
Como posso eu me desprender
Se continuas a chorar
E a sangrar o teu sofrer
Porque choravas tu minh’alma
E se vestiu de negro a madrugada
Porque é que já não te sinto
E porque estou tão gelada
Não sei para onde foste
Deixei agora de te sentir
Se me ouvires vem para mim
Não me deixes assim partir.
domingo, 23 de março de 2008
O Canto da Cotovia...

Algo de errado se passava
No jardim da ambição
Sementes de ódio se espalhavam
Razões não se encontravam
Mas ficava a confusão
O querer voar mais alto
Atacava inocentes de assalto
Ao som daquela melodia
Com palavras de bem dizer
Num fundo de mal querer
Era assim dia após dia
Mas a cotovia cantava
Porque feliz ela estava
Comia o pão que merecia
Aquela ave trabalhava
Outras aves não maltratava
No jardim da hipocrisia
Enquanto a cotovia cantava
Os opressores contemplava
Num jardim que ali jazia
Será que ela rezava?
Ou será que contabilizava?
As injustiças que ali via…
quinta-feira, 13 de março de 2008
Vitória, Vitória!

Tens a mais bonita história
Deste imenso Portugal
Vitória, Vitória
Club da mais fina-flor
Vitoria, Vitória
Como tu não há igual
Vitoria, Vitória
És tu o meu grande amor
Vitoria, o meu club tão velhinho
Que eu vejo com carinho
Cada vez que vai jogar
Vitória, a todos nós tu pertences
Orgulho dos Setubalenses
Que te querem ver ganhar
Vitória, Vitória
Estarei sempre a teu lado
Vitória, Vitória
Desta Cidade do Sado
Vitoria, o meu club tão velhinho
Que eu vejo com carinho
Cada vez que vai jogar
Vitória, a todos nós tu pertences
Orgulho dos Setubalenses
Que te querem ver ganhar
Vitória, Vitória
Estarei sempre a teu lado
Vitória, Vitória
Desta Cidade do Sado.
Triste noite das memórias...

Desalento de batalhas inglórias
Do caminho que não se fez
Livre pensamento em viagem
Que numa pesada bagagem
Transporta, denunciada timidez
Oh! Escura e insensata noite perdida
Que não te encontraste com a vida
Para refazeres a tua história
Fala-me agora desse passado
Da memória desencantado
E traz-me merecida Vitoria
Oh! Navegantes desta noite
Permitam-me um pensamento afoite
Nesta tempestade que perdura
Tragam-me lembranças de felicidade
Para que encontre a identidade
E o caminho para a cultura.
Tristes...
sábado, 8 de março de 2008
Somos Vitória...
É p’ra ganhar, é p’ra ganhar
Mais uma taça que vai rolar
Temos orgulho na nossa história
Somos diferentes, Somos Vitoria!
Vão carrapaus e Alcorrazes
Com peixe fresco, somos capazes!
De alcançar com muita gloria
Mais uma taça para o Vitoria
Ora digam lá, ora digam lá
Se o Verde e Branco não está lá?
Este Vitória joga e não dorme
E não é grande, ele é Enorme
É tão bonito de se ver
O nosso club a crescer
Por cada canto da cidade
Vibr’a alegria e a vaidade
Vamos de carro, ou mesmo a pé
Buscar a Taça, ai ai pois é…
Não há vedetas, “nem jornalistas”…
Mas o Vitoria dá bem nas vistas
Ora digam lá, ora digam lá
Se o Verde e Branco não está lá?
Este Vitória joga e não dorme
E não é grande, ele é Enorme.
Perfume de amor...

A mais cintilante e bela
Só para te ver passar
Senti o teu perfume
E no meu coração o lume
Do desejo de te amar
Voei atrás de ti
O universo percorri
Com sede do teu amor
E quando te encontrei
Abraçada a ti chorei
Entre as asas de condor
Levaste-me ao infinito
Para ler o que haviam escrito
Nos planetas mais distantes
Bordadas em luzes de estrelas
Brilhavam as frases mais belas
Que perfumavam os amantes.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Alma Lusitana...

Na rega, os beijos d’um sol doirado
Onde nasceram versos, tantos, tantos
Que quem os bebe, sente a voz o fado
Alma d’um povo plantada
Qual sentimento e bravura
Para que um dia fosse escutada
Em cada campo de aventura
Oh! Gente minha, Lusitana
Que levaste o fado além-mar
Em poesia que versos emana
Á voz de quem os sabe cantar
Oh! Gente minha, Lusitana
Que semeias a voz do fado
Desta herança que é tão nossa
Que é presente e não passado
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Ah! Saudade...
Que desprezo eu sinto de ti…
Porque me bebes a alegria?
E me torturas dia após dia
Se eu não te chamei aqui
Apagaste a luz das estrelas
Fechaste todas as janelas
Já nem o sol me vem beijar
Silenciaste o canto das aves
Das pautas tiraste as claves
Para que eu as não possa escutar
Ah! Saudade que me consomes
Como eu queria não te conhecer
Abria as portas à Primavera
Serias tu uma quimera
E eu nada tinha a temer.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Longe vai o tempo...
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Toca-me...

Faz desse toque um acontecimento
E escuta em meu corpo a melodia
Sussurra-me ao ouvido palavras quentes
Que incendeiem de novo as nossas mentes
Tresloucadas de desejo e fantasia
Acorda-me os sentidos do prazer
Deixa-te com a música entontecer
Nos lençóis os acordes deste bailado
Embriaga-te de ousadia e satisfação
Beija-me com o mel dessa paixão
Entre nós fazer amor não é passado
Toca-me em notas altas sem parar
Serei como as cordas da guitarra a vibrar
Abraçada por ti no tanto querer
Faz-me sentir aquela amante
Que o sexo só por si não é bastante
Se o amor não estiver a acontecer.





