Faz-me acordar pela manhã
Quando o sol tiver nascido em ti
Saboreia no meu peito a hortelã
E refresca o teu corpo no amor que repeti
Prova em devaneio o saboroso mel
Nas palavras perdidas no teu leito
No chão ainda vibra cada decibel
De um prazer louco de tão perfeito
Bebo cada suspiro teu
Na hora em que o sol põe em mim
Sacias cada desejo meu
E perfumas-me de amor e jasmim.
“… Começa um fluir de pensamentos que me exalta o sentimento, é aí que escrevo e dando vida ao que sinto abro as asas às minhas fantasias, são esses pensamentos que me levam a juntar palavras onde tudo faz sentido e já não posso parar... parece que sinto algo dentro de mim que me vai conduzindo na escrita…”
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Amor perfumado...
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Mensagem de Natal

Abraçam-me as saudades libertam-se as histórias
Ilumino cada passagem da infância já perdida
Brindo a cada momento das consoadas da minha vida
Que o Natal presente seja repleto de saúde e alegria
De arvores iluminadas com beijos que ofusquem a hipocrisia
Que cada casa seja um presépio de paz, vida e esperança
E que as famílias se unam com os que já partiram na lembrança
Que o Natal seja construído a cada dia do ano
Celebrado em verdade para não cair no profano
Seja esta festa um hino ao amor e á fraternidade
Que se cumpra a vontade de Deus e haja paz na humanidade.
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Quero ser...
Quero ser a tua sede a fragrância e o elixir
Quando as aves se calarem e o sonho tiver acabado
Quero ser a sinfonia do presente e do passado
Trago rios de palavras que transbordam o meu ser
Segredos por desvendar e amor por acontecer
Trago o brilho das estrelas e os sorrisos da lua
O meu corpo em aguarela e a minh’alma pura e nua
Quando o Outono terminar e o Inverno tiver chegado
Quero ser a tua gruta de encontros com o pecado
Quero ser a tua história a referência e a memória
O fruto proibido num oásis em êxtase de licor
O delírio do teu leito em perfeita tempestade de amor.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Revolta...

Faz frio,
Lá fora o vento sopra, desmembrando as árvores agastadas
As nuvens correm como loucas, sem rumo desesperadas
E eu aqui…
Triste e humilhada pela minha impotência
Pelo silêncio na denúncia a tamanha violência
Faz frio…
Sobre as pedras da calçada, procuras um desencantado conforto
Poucas são as vestes que trazes e a fome deixa-te absorto
Numa outra rua, numa mesma fome num outro lugar
Onde uma mama secou, há uma criança a chorar…
E eu aqui…
Triste e humilhada pela minha impotência
Por não te puder valer na denúncia da carência
Faz frio…
E eu aqui…
Encarnando cada vida, cada momento triste
Cada hora mal passada, cada lágrima derramada
Enquanto lá fora o vento sopra e as nuvens correm como loucas
No meu grito solta-se a revolta que não chega às orelhas moucas…
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Hoje quero ser louca...
Quero ser louca
Quando os nossos olhares se encontrarem
E quando disseres que me amas
Quando saborear o suco dos teus beijos
E quando a paixão se der em chamas
Quero ser louca
Quando os teus dedos delinearem o meu corpo
Como quem procura um tesouro perdido
Quando tu e eu formos um só
E quando a minh’alma te servir de brigo
Quero ser louca
E quero entregar-me por inteiro
E em loucura te direi
Que és tu o meu amor primeiro.
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
Simplesmente só...

Ai de mim que tanto te amo
E que não te encontro nas minhas frias noites
Na escuridão não te vejo no caminho
E a saudade sangra-me o coração com açoites
Perfumei-me com aromas de flores silvestres
Para que sentisses no meu amor a liberdade
Á tua espera alimentei-me de paixão
Vestida de prazer e de verdade
Fiz a nossa cama em branco linho
E com pétalas de rosas abracei romãs
Embriaguei o amor com verde vinho
Mas sozinha acordei todas as manhãs.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Estou farta...

Estou farta de ser quem nunca fui
E de não ser quem realmente sou
Despi-me das falsas identidades
E será assim que agora me dou
Não me peças para ser quem queres que eu seja
Porque das outras já não me resta nada
Serei assim, serei eu mesma
De representar fiquei cansada
Já não temo as tuas ameaças
O teu grito já não me intimida
Fui eu uma manta de retalhos
De quantas as mulheres que te passaram pela vida
Ah! Quanta loucura ainda vive em ti
E em quantos mares de lágrimas eu já naveguei
Por seres insano sonhos perdi
Mas agora basta! Porque hoje mudei.
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Odeio-te!
Oh! Profissão que me dás de comer
Que vergonha por te pertencer
Mas outra não conheci…
Nascida de ti fui criada
Explorada e mal tratada
E de tudo aprendi
Sacio a fome de homens
Carniceiros e lobisomens
De camisa bem vincada
Servem-se do prazer que não conheço
Tem meu corpo um conspurcado preço
Num saldo de uma qualquer estrada
Oh! Profissão que me dás de comer
Fala-me do amor ao anoitecer
Para que parta a sonhar
Desta vida estou cansada
Mata-me hoje na tua estrada
Antes que me voltem a usar.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Do tempo esquecido...

És tempo que o tempo já não sabe contar
Caravela que enfrenta as iras do mar
De velas rasgadas p’las intempéries da vida
No olhar o queixume das vivências de outrora
Aquele sentimento que teme mas implora
Que tragam de novo a mocidade perdida
No teu rosto adivinhasse a sabedoria
Das obras que edificaste um dia
Em prol de vermes da sociedade
Feitos que há muito foram esquecidos
Que do reconhecimento andam perdidos
Na gaveta de quem guarda muita inverdade...
Fortalece-te agora nas forças do vento
Renasce na vitória das entranhas do tempo
Antes que este se dilua e se esgote
Desperta agora todos os sentidos
Para que os vermes sejam punidos
E que ninguém mais te derrote.
domingo, 19 de outubro de 2008
"Os Alcorrazes" na RTP 1
Cantaram e encantaram, um desses momentos foi com este meu poema "Bairro Troino". Oiçam e saboreiem o Bairro onde nasci e cresci. Aqui deixo um carinhoso beijo no Coração deste Grupo que muito me orgulho de ser Amiga.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
O caminho...

Deixa que o sol entre na tua vida
Esquece as amarguras passadas
Existe uma oportunidade escondida
Para que as tuas noites voltem a ser estreladas
Segue o caminho da luz
Vai em frente, continua
Se é a vida que te seduz
Então prende-a porque ela é tua
Há um caminho secreto
Que só tu podes descobrir
E só ficará completo
Se caminhares a sorrir
Quando terminares a viagem
Esperar-te-ei na saída
Para te aliviar a bagagem
Que perturbou a tua vida.
domingo, 5 de outubro de 2008
As letras deste mar...
Desenhei-me com asas para voar
Em vales de sonhos e fantasias
Retratei pesadelos assombrosos
Cantei os amores mais fogosos
E partilhei as minhas alegrias
Fiz amor com os versos que escrevi
Declamei poemas que não li
E amei cada palavra registada
Musiquei rimas com o meu perfume
No palco das letras representei o ciúme
No papel da mulher, amante e depravada
Emergi por entre as letras deste mar
Vestida de asas para voar
Nas páginas da mais bela poesia
Transformei cada palavra sentida
Em abraços de amor pela vida
Com as asas que a inspiração me oferecia.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Coração ao vento...

Adormeço com beijos que inventei
Num areal que nunca vi
Abraço os filhos que não tivemos
Recordo o amor que não fizemos
Mas eu... continuo aqui
Há um lume que não me deixa fugir
Ouço os gritos das chamas a carpir
Na sede de te ter por perto
Abandono-me nas vielas do pensamento
E assim vou vivendo cada momento
Neste mundo que veste o meu deserto
Abri hoje o meu coração ao vento
Esqueci cada lamento
Desilusões que tive também apaguei
Caminhei p’la rua de cabeça erguida
Perdoei cada erro da vida
E só assim eu me encontrei.
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Sou terra, sol e mar...

Sou terra
Quando ao escrever
Travo uma guerra
Sou sol
Quando a tempestade
Adormece o farol
Sou mar
Quando no amor
Queres naufragar
Sou terra, sol e mar
Serei o teu forte
Quando te abraçar
Sou a despedida
Jamais esquecida
Sou o silêncio
Que precisas ouvir
Sou a noticia
Que te faz sorrir
Fui, sou e serei…
Aquela que não importa a idade
Que se alimenta dia após dia
Com gotas de felicidade.
Mau carácter...
Piso-te… porque enquanto eu te pisar serei maior
Amedronto-te…porque se tiveres medo, sinto-me mais segura
Amordaço-te…porque no teu silêncio poderei falar mais alto
Empurro-te…porque a tua queda será o meu equilíbrio
Envergonho-te…porque a tua humilhação me fará sentir mais forte
Denuncio-te…porque se te entregar, faço tuas as minhas falhas
E assim vivem os pobres de espírito...
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Calem-se!!!

Calem-se os sonhadores
E os ministros também
Calem-se os falsos profetas
Os desequilibrados patetas
Que dos oprimidos sentem desdém
Calem-se os jornalistas
Calem-se os argumentistas
E quem os detém
Calem-se os juízes
Da justiça aprendizes
E da inocência também
Calem-se os professores
Calem-se os autores
E aquele que opinião não tem
Mas…
Quando houver entendimento
E das causas conhecimento
Então falem, falem os justos
Porque a verdade não tem custos
E…Que não se cale ninguém!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Assim me dou...

O que sinto e escrevo
Conjuntos de letras
E nada mais…
São estados de alma
E a tudo me atrevo
O que me vai no coração
De revolta e carinhos tais
Em cada palavra
Exulta a mensagem
Em cada texto
A minha coragem
Em cada verso
Deixo um abraço
Em cada poema
De mim um pedaço
É assim que me entrego
É assim que me dou
Foi assim que nasci
E será assim que me vou…
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Até sempre Amiga...
Aquelas que outrora soube dizer
Mas no amargo da despedida
Não soube mais o que fazer
Foi um telefone que se calou
Não mais vai ser atendido
A forte saudade já era sentida
Mesmo antes de teres partido
Aquela voz atenta e doce
Não mais será escutada
Mas tatuou as nossas vidas
Por ser tão dedicada
Quis Deus que assim fosse
E foi a ti que Ele escolheu
Molhou os nossos rostos de lágrimas
Ao juntar mais uma Estrela no Céu
Até sempre Querida Amiga
Viemos aqui para te dizer
Que por muitos anos que passem
Nunca te iremos esquecer.
domingo, 31 de agosto de 2008
O outro lado...
Venho de longe
Lá do outro lado das estrelas
Trouxe comigo a madrugada
E cânticos de musicas singelas
Trouxe também recordações
Inscritas na minha memoria
A vida que perdi espalhei
Na galáxia da nossa história
Venho de longe
Lá do outro lado das estrelas
Oferecer-te o brilho da noite
Que nos levou até elas.
sábado, 23 de agosto de 2008
Fado cansado...

Na história um amor acabado
Que os poetas mal sabem contar
Sou o silêncio que escutas em pensamento
A saudade que sentes no momento
Em que a lágrima teima em não gritar
Sou fado quando me abraças a voz
Poema doce mas feroz
N’alma que me inspira o momento
Sou gaivota que voa à deriva
Que se esconde no meu xaile de diva
Ao ouvir o trinar do meu tormento
Boa noite senhor meu fado
Cheguei hoje de um qualquer lado
Só para te ouvir cantar
Apaguei as luzes à tristeza
Trouxe no meu vestido a fortaleza
P’ras lágrimas qu’inda hei-de chorar
Canto hoje as minhas e tuas dores
Vivências fraquezas e amores
Que só nos fizeram sofrer
Tu és a minha vida o meu fado
Aquele que mesmo em pecado
Nunca me hei-de esquecer
Sou o resto dos restos e mais nada
Vida de uma vida passada
Nota d’um tom já esquecido
Sou fado sou a história contada
Numa noite que foi inspirada
No poeta que havia partido.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Setúbal pesca a cantar

E foi p’ra pesca a cantar
Acompanhada d’um golfinho
Lá ia a “Estrela-do-mar”
Uma pescada convencida
Piscou um olho ao carapau
Viu passar o “Direito á Vida”
E disfarçou-se de bacalhau
“Vai com Fé”, “Joaquim Alberto”
“Ala’rriba”, “Samuel”
Aqui o peixe mora perto
Já lá vem “Joana Isabel”
“Deus é Luz” e é bem verdade
Rio como este não há
Brilha a “Estrela da Felicidade”
Sabida a Tainha vaidosa
Enamorou-se d’um mexilhão
Fugiu á “Floripes Rosa”
P’ra viver a sua paixão
E um salmonete risonho
Fez do Rio Sado o seu hino
E na “Margem d’um Sonho”
Cantou p’ro Mestre Bernardino
“Vai com Fé”, “Joaquim Alberto”
“Ala’riba”, “Samuel”
Aqui o peixe mora perto
Já lá vem “Joana Isabel”
“Deus é Luz” e é bem verdade
Rio como este não há
Brilha a “Estrela da Felicidade”
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A viagem...

E das tuas mãos veio o caminho
Foram abertas as portas do nada
Para o descobrires sozinho
Aceleraste na encosta do desejo
Sem medo de falhar continuaste
Devoraste amor no primeiro beijo
E de amar não mais paraste
Sentiste em meu corpo a alvorada
Ainda a noite mal se despedia
Suados sobre a cama já cansada
Mas que de amor ainda fervia
Voavam horas já perdidas
Num tempo que não queria passar
Nos lençóis as chamas coloridas
Do amor que não podia acabar
Tatuaste em meu corpo a rota
Da viagem por nós percorrida
Caminho de amor que não se esgota
Para recordação da minha e tua vida.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Cais de esperança...
Sei d’um rio que ainda passaP’las aguas desse teu cais
Sei de um amor que ainda chora
Sem deixar ouvir seus ais
Levado p’la corrente vai
Tresloucado na sua ira
Num queixume silencioso
Que de amor’inda suspira
Ai de mim que te sinto
E de tão perto, já vão distantes
As saudades que te feriram
Em sentimentos expectantes
Esta água qu’ainda corre
Sem saber se volta um dia
Ás veias desse teu cais
Que nele ainda confia
Oh! Águas que também viestes
E que acenastes sempre em vão
Podeis navegar livremente
No néctar desse coração
Sei d’um rio que ainda passa
Num cais cheio de esperança
Leva consigo silenciosos ais
E um grande amor na lembrança.
quarta-feira, 14 de maio de 2008
Meu corpo...

Em ondas de calor e frio
Beijos de uma margem qualquer
Sou fúria d’um vulcão em ameaça
Aquele que p’la serra já não passa
Se isso de mim depender
Como um barco que navega á luz da lua
Bailarina que dança semi nua
Levada pela corrente do amor
Sou gaivota que acompanha o cardume
A chama que grita no lume
Aquela que se dá em flor
Sou o oásis do teu perdido deserto
A palavra que tens sempre por perto
O mapa que queres decifrar
Sou as entrelinhas do que não digo
Escondida num campo de trigo
Onde ninguém me há-de encontrar
Como sombra que passa despercebida
Vivo entre uma e outra vida
Na indelével força do ser
Sou a brisa que corre envergonhada
No meu corpo de terra lavrada
Onde o sol irá sempre nascer.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Hoje vesti-me de letras...

Formei com elas alguns versos amigos e concisos
Pintei de verde a amizade, porque trazia esperança
Saltei de quadra em quadra e senti-me uma criança
Voei nas palavras e no sentido que lhes dava
Mas sempre que parava outro verso já espreitava
Perfumei cada letra com aromas de jasmim
E juntei todas as rimas para formar um jardim
Colori de vermelho as palavras que falavam ao coração
Deixei ficar de branco a Paz, porque trazia perdão
Musiquei alguns versos para tos poder cantar
Dancei com eles sobre lagos para assim te animar
A tua presença é forte mesmo quando tu não estás
A nossa amizade é sincera e que bem que isso me faz
Sei que quando precisei contigo pude contar
E quando chorei estavas lá para me apoiar
Hoje vesti-me de letras decoradas de sorrisos
E para te dizer que amigos como tu são precisos
Por isso hoje te guardo como a uma jóia rara
No cofre que trago no peito e onde ninguém nos separa.





