terça-feira, 30 de outubro de 2007

Prostituição...


Á noite, quando todos regressam a casa
Saio eu, para a vida que me espera
Levo na mala os sonhos perdidos
E em meu peito a dor dilacera
Sirvo-me da vida que tenho
Tal como se servem de mim
Sacio a fome dos homens
No privado de um qualquer botequim
Sou aquilo em que me tornei
Desajustada da realidade da vida
Valores que tinha, também vendi
Em cada rua ou avenida
Á noite, quando todos regressam a casa
Saio eu, para a minha perdição
Vendo sonhos na banca do meu corpo
Na miséria da minha prostituição.

1 comentário:

Maiko disse...

Ola....
Gostei mto deste poema, inclusive porque estou fazendo um vídeo documentário sobre prostituição e gostaria de utilizar esse poema no meu vídeo.....
se quiser, podemos entrar em contato.... o meu email é maikomagalhaes@hotmail.com
valeu....
até mais